Licence
Revoked (Licença Revogada).
Este seria o título do décimo sexto filme de James Bond, o primeiro que não
utilizaria nenhum nome dos livros de Ian Fleming. Mas, como nos Estados Unidos
a expressão poderia ser associada à perda da carteira de motorista, a EON resolveu
mudar e, em 1989, lançou Licence To Kill, um roteiro inteiramente
escrito por Michael G. Wilson e Richard Maibaum.
A
pré-sequência começa com Bond e Felix Leiter, seu amigo da CIA, indo para o
casamento deste em Key West. No caminho, entretanto, são interceptados por
agentes da DEA (a Agência americana de combate às drogas), que informam Leiter
da presença de um dos mais procurados chefões do tráfico, chamado Franz Sanchez,
nas Bahamas. Levando Bond como observador, Leiter parte para a captura do
bandido. Com a ajuda de 007, o agente da CIA consegue prender Sanchez e os dois
finalmente chegam, com algum atraso, à igreja para o enlace. Se desejar ver a cena da captura de Sanchez, clique neste LINK .
Sanchez,
entretanto, suborna Ed Killifer, um detetive da DEA, e consegue escapar. Sob
suas ordens, seu assecla Dario e mais dois comparsas vão até a casa de Leiter e
atacam o casal. Felix é levado para um armazém e jogado num fosso onde sofre o
ataque de tubarão branco. Quando Bond
toma conhecimento da fuga do traficante, parte imediatamente para a casa de
Leiter, onde encontra Della, a noiva, estuprada e morta e Felix gravemente
ferido.
Dominado
pelo desejo de vingança, Bond parte para ajustar as contas com Sanchez,
conseguindo descobrir o armazém de propriedade de Milton Krest, um sócio de
Sanchez, onde Leiter fora torturado. Lá, ele acha Killifer, e dá a ele o mesmo
tratamento que Feliz recebera nas mãos dos bandidos. Entretanto, o MI6 decidira
que Bond deveria abandonar o caso nas mãos dos americanos e seu chefe M o
encontra em Key West, onde o ordena a partir para outra missão em Istambul. Bond
se rebela e é demitido por M, que revoga sua qualificação como agente com
licença para matar.
Agindo
agora por conta própria, Bond vai atrás de um carregamento de droga que Milton
Krest está levando para Sanchez em seu barco Wavekrest, impede a operação
e ainda foge com os cinco milhões de dólares pertencentes ao traficante. Descobrindo,
entre os dados arquivados por Leiter num disquete, que a assistente dele, a pilota
e agente da DEA Pam Bouvier, está também atrás de Sanchez, Bond vai encontra-la
em um bar em Bimini e os dois resolvem unir suas forças (entre outras coisas...)
Por
Pam, Bond fica sabendo que Sanchez está em Isthmus, uma republiqueta governada
por um generalíssimo corrupto totalmente dominado por Sanchez. Em
tempo, o país fictício tem tudo a ver com a Nicarágua, inclusive nas cores da
bandeira... Os dois para lá vão, com Bond travestido de um endinheirado
assassino profissional e Pam como sua secretária. Usando os cinco milhões de
dólares (equivalente hoje a dez vezes mais) para fazer um depósito no Banco de
Isthmus, de propriedade de Sanchez, Bond usa a quantia para jogar pesado na
mesa de baccara no cassino do traficante e chamar sua atenção, dele e de
sua amante, Lupe, que, às escondidas, resolve ajudar Bond para que, em troca,
ele a livre das garras do bandido.
Levado
à presença do vilão, Bond o convence a contratar seus serviços e aproveita para
examinar o local, com vistas a preparar o cenário para matar Sanchez. Sua tentativa,
entretanto, é interrompida pelo ataque de agentes antidroga de Hong Kong, que
queriam pegar Sanchez vivo. Dominado pelos orientais, Bond é levado prisioneiro
para um esconderijo dos agentes. Mas, o local é invadido pelas forças de
Sanchez, que eliminam todos os ocupantes. Quando encontra Bond amarrado,
Sanchez se convence da sua lealdade e resolve aceita-lo como colaborador.
Usando
vários estratagemas, Bond levanta as suspeitas de Sanchez com relação a Krest
e, colocando sem que ninguém perceba, os milhões de dólares no Wavekrest, consegue
incriminá-lo. Sanchez mata Krest com requintes de crueldade numa câmara de
descompressão e Bond vê concretizada, assim, a primeira parte de sua vingança.
Nesse
meio tempo, uma grande operação de internacional de comércio de drogas está
sendo montada por Sanchez, usando como meio de intermediação para os leilões uma
organização pseudo- evangelista liderada por um pastor charlatão. A sede da
organização, um imenso templo localizado no deserto, serve de base à distribuição
da cocaína, misturada com gasolina para ser indetectável. Sanchez leva um grupo
de potenciais compradores do Extremo Oriente ao laboratório para uma demonstração
de como a droga pode passar despercebida pelos controles e convida Bond, que
agora faz parte do seu círculo íntimo. Lá, entretanto, Bond é desmascarado por Dario,
que o vira em companhia de Pam Bouvier em Bimini.
Na
luta para escapar, Bond inicia um incêndio no laboratório, mas Dario e Sanchez
o dominam e ameaçam jogá-lo no triturador de cocaína. Pam Bouvier, que havia
penetrado no templo, chega a tempo de salvá-lo, atirando em Dario. Sanchez
consegue fugir num comboio de camiões-tanque que leva a droga. Bond e Bouvier,
num monomotor, o perseguem até que, após uma sequência de explosões ao longo de
uma estrada, Sanchez e Bond têm o confronto final. Aproveitando que o vilão
está com o corpo enxarcado de gasolina, Bond o incendeia usando o isqueiro que
ganhara de Felix Leiter no dia do casamento.
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| O PRESENTE DE LEITER |
Tudo
termina com Bond sendo readmitido no MI6 e, durante uma festa na suntuosa casa
do Presidente de Isthmus, colocado entre a opção de ficar com Lupe ou com Pam,
decide por esta última, num romântico final feliz dentro da piscina da mansão.
(continua)
Oswaldo
Pereira
Setembro
2022