domingo, 18 de fevereiro de 2024
terça-feira, 21 de fevereiro de 2023
CANAL CONVERSA AFORA
O meu canal do YouTube, chamado CONVERSA AFORA, tem sido disponibilizado por e-mail na lista de recebedores deste blog.
Para que possam melhor identificar a origem dos vídeos, informo estou utilizando o meu endereço ozbpereira@gmail.com para enviá-los.
Acabei de postar o capítulo acima, A RÚSSIA E O COMUNISMO – PARTE 3. É a segunda série do Canal. A primeira, em cinco partes, foi O FIM DA RÚSSIA DOS CZARES.
Gostaria imenso que os meus fiéis e pacientes leitores seguissem e se inscrevessem no CONVERSA AFORA. Não custa nada e é só um clic do mouse.
Um grande abraço,
Oswaldo
Pereira
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023
domingo, 5 de fevereiro de 2023
DEZ ANOS
No
dia cinco de fevereiro de 2013, há, portanto, exatos dez anos, uma súbita crise
de imodéstia fez-me tomar a iniciativa. Já havia escrito dois livros (O
Pátio de Atenas e A Fórmula Etrusca), cujos arquivos haviam
dormitado por anos em algum disco rígido até que eu conseguisse a coragem
necessária para publicá-los. Nunca foram, é claro, grandes sucessos literários
e, além de alguns gentis amigos e parentes que os adquiriram, definharam nos catálogos
das livrarias on line.
Assim, nada havia na maré dos incentivos que me permitisse insistir numa nova aventura com as letras. Mas, como disse alguém (acho até que fui eu...), há vontades que nos fazem desprezar os avisos do bom senso. E eu, nos momentos em que a guarda da censura interna baixava, sentia extravasar pelos poros dos meus neurônios a vontade incontrolável de escrever.
Acabei por bulir com a paciência de um seleto grupo de conhecidos enviando, com certa regularidade, os meus escritos. Sem que eu mesmo sentisse, isto foi o embrião deste blog. Assim, naquele gelado fevereiro de há 10 anos (eu estava em Portugal), produzi o texto Palavra Escrita (se quiser lê-lo, é só clicar em cima) que deu nome e início a esta página eletrônica.
Já foram quase 600 artigos. Um pouco de tudo, mas, principalmente, um muito daquilo que vi e vivi ao longo da vida. Dei testemunhos e contei histórias, fiz poesia e falei de filmes, celebrei fatos e datas, descrevi as terras por que passei e os alguns livros que li. Pensando bem agora, após esta década de amor febril pela escrita, tenho de confessar. Embora concedo-me imaginar que alguns de meus textos tenham, porventura, proporcionado momentos prazerosos a alguém, o MEU prazer em escrevê-los foi imenso. Ou seja, o que aqui se trata é de um cavalar exemplo de egoísmo, do qual, contritamente, espero que me perdoem.
Só como referência (não há a menor intenção minha de obriga-los a lê-los), selecionei abaixo dez textos (dos 575 publicados) que considero importantes para ilustrar o espírito do “Palavra Escrita”. Basta clicar em cima.
Muito obrigado a todos os que, em sua infinita condescendência, tiveram a pachorra de ler o que aqui escrevi ao longo desta conturbada década. Mais agradecido ainda fico aos que me deram o prazer de comentá-los e, mais ainda, de divulga-los.
Obrigado, mesmo.
Oswaldo
Pereira
Fevereiro
2023
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2023
ANTIVAX
Neste
momento, em que alguns arautos catastrofistas apregoam uma nova investida do
inimigo público no. 1 desta segunda década do século 21, o COVID (será a?
ou um neutro da moda?) e a consequente reação das autoridades sanitárias para
empurrar mais vacinas, deparei-me com uma recente publicação da Fundação
Hippocrate.
A Fundação é uma organização privada suíça, com sede em Lausanne, que, entre outros afazeres, reúne artigos sobre Medicina e faz análises e críticas a trabalhos de cientistas, pesquisadores e médicos de todo o mundo.
Na publicação em causa, a Hippocrate comenta o recente livro de Xavier Bazin, um jornalista investigativo na área da saúde e um apaixonado pela medicina natural, intitulado Antivax! Toi Même... Seus livros e suas reportagens têm constituído um libelo contra as políticas sanitárias dos Governos e contra os grandes laboratórios. Nem é preciso dizer então que Bazin é um juramentado antivax, isto é, um opositor das vacinas contra o COVID 19.
Sua tese, inclusive, vai mais além. Segundo sua convicção, todas as grandes pandemias erradicaram-se ANTES que algum esforço de vacinação fosse empreendido. De acordo com este princípio, as doenças transmissíveis de grande difusão entre as populações obedecem a um ciclo natural de deflagração, abatimento e extinção que independe da ministração das vacinas.
Evidentemente, é uma afirmação mais do que polêmica. E rios de tinta (e horas de Web) já foram gastos discutindo o assunto e não será aqui, neste modesto blog, que eu meterei minha mão nessa cumbuca cheia de marimbondos.
Mas, na citada publicação da Fundação Hippocrate, há algumas considerações que achei por bem aqui colocar, numa tradução livre do francês.
“COMO A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA E OS PODERES PÚBLICOS TRABALHAM DE MÃOS DADAS PARA IMPOR AS POLÍTICAS SANITÁRIAS GLOBAIS
Contrariamente a uma parte importante da Medicina ou da Ciência, a vacinação apenas pode ser aceita se tiver uma intervenção maciça e permanente das autoridades públicas. O que não é realmente uma surpresa se verificarmos que se trata de uma ferramenta de prevenção. Por definição, demonstrar que um risco irá ou não se produzir é uma tarefa difícil.
Para impor a vacinação às populações, é necessário que os Governos utilizem todas as prerrogativas da força pública à sua disposição. As políticas de vacinação são constituídas graças a uma rede institucional cada vez mais estreita entre a indústria farmacêutica, os Governos, seus administradores sanitários e a OMS (Organização Mundial da Saúde).
A OMS, que se tornou referência em seu campo depois da Segunda Guerra Mundial, é, na realidade, um organismo sob influência e que depende mais de financiamentos privados do que dos Estados. Assim, a Fundação Bill Gates tornou-se o seu maior doador e de quem a OMS muito depende financeiramente. E esta Fundação é, por sua vez, financiada pelos dividendos das ações que ela possui... da indústria farmacêutica! É o que se pode chamar de um gigantesco conflito de interesses...”
Dá ou não dá para pensar?...
Oswaldo
Pereira
Fevereiro
2023
terça-feira, 31 de janeiro de 2023
sexta-feira, 27 de janeiro de 2023
METALINGUAGEM & MULTIVERSO
Neste
princípio de ano, os amantes da sétima arte (estava louco para usar este
surrado lugar-comum...) foram brindados com dois filmes que podem preencher
perfeitamente as condições de representar as palavras da moda: metalinguagem
& multiverso. São as novas armas que o cinema da tela grande
está lançando para ressuscitar depois do deserto de salas vazias criado pela
COVID e para competir com o universo das telinhas. É uma luta inglória, eu sei,
mas, pelo menos nas duas produções recentes, está lutando o bom combate.
Um exemplo exuberante de metalinguagem (se quiser saber o que significa esta palavra-griffe, é só ir no Google), é Babylon (Babilônia), do jovem e talentoso diretor Damien Chazelle, que recentemente nos brindou com o mágico La La Land. Em Babylon, Chazelle cristaliza o mote central de Singing In The Rain (Cantando na Chuva, de 1952) e o envolve numa roupagem perturbadora, pintando em cores vibrantes e devastadoras o mesmo ambiente e a mesma época dos loucos anos 20 em Hollywood e o nascer do cinema falado, que haviam sido cantados e dançados com lirismo e leveza no filme de Gene Kelly.
Além dessa clara inspiração, explicitada sem reservas em Babylon, Chazelle usa diversas cenas para fazer várias citações inequívocas a gênios do passado, como Fellini e Pasolini, entre outros. Brad Pitt, Margot Robbie e o excelente mexicano Diego Calva conseguem manter o ritmo frenético e intoxicante da história.
Exagerado em certas ocasiões? Sim. Alongado e repetitivo em outras? Também (o próprio Chazelle declarou que o filme se tornou uma “fera” difícil de domar). Mas, para mim, a coisa resulta. É uma grande alegoria à era selvagem do celuloide, um culto ao exagero que iria ser seguido pelo Glamour e o Noir da década de 30, os épicos de romantismo e de guerra da década de 40, os musicais e os enredos “certinhos” da década de 50, até chegar ao novo ponto de ruptura da década de 60.
Multiverso tem sido o cenário do momento dos blockbusters, nos quais habitam os heróis da Marvel e da DC Comics, saídos como o gênio da garrafa das histórias em quadrinhos. São as fábulas dos universos paralelos que fazem a festa dos roteiristas de ficção científica. Doutor Estranho é um dos ícones do gênero; o muito subavaliado Cloud Atlas tentou fazer isso em 2012, mas não convenceu a tribo dos críticos americanos. Agora vem Everything Everywhere All at Once (Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo).
Partindo da crônica simplória de uma família chinesa, dona de uma lavanderia nos Estados Unidos e às voltas como o Fisco, Everything... explode em vários universos paralelos e ilimitados, abrindo uma infinidade de planos intemporais em que tudo é possível. Aí, o enredo torna-se um exercício de imaginação em estado puro, batendo num liquidificador science fiction, comédia e ação. Dirigido pela dupla conhecida como os “Daniels” (os americanos Dan Kwan e Daniel Scheinert) e estrelado pela ótima Michelle Yeoh (que já foi Bond girl em Tomorrow Never Dies), pela não menos formidável Stephanie Hsu e pelo vietnamita Ke Huy Quan (que, aos 14 anos, fez o menino Short Round em Indiana Jones e o Templo da Perdição), o filme vem sendo aclamado pela crítica e já abocanha 11 indicações para a próxima premiação da Academia. E ainda com o brinde de uma divertida participação de Jamie Lee Curtis.
Duas opções importantes e indispensáveis para os cinéfilos, nestas semanas que antecedem a noite das estatuetas.
Em
tempo:
Não
sei se os meus parcos, mas fiéis e pacientes, leitores já sabem. Há duas
semanas, eu estreei o meu canal CONVERSA AFORA, no YouTube. É mais uma imodesta
explosão desta incontrolável febre literária que me aflige nesta provecta
idade. Se puderem, confiram. As primeiras inserções discorrem sobre o fim da
Rússia dos czares. O link do primeiro vídeo é https://youtu.be/4s8WOu6we34
Oswaldo
Pereira
Janeiro
2023



